• unidade de investigação

A unidade de investigação está focada em Materiais Fibrosos e Tecnologias Ambientais, atuando em atividades específicas e comuns, incluindo intensidade energética, consumo de água e nos impactos ambientais dos processos e produtos.


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Os tópicos de investigação mais relevantes e objeto de estudo na unidade FibEnTech são os seguintes:

  • biomassa vegetal como fonte de produtos químicos, energia e materiais;
  • funcionalização de materiais papeleiros;
  • desenvolvimento de biomateriais a partir de nano fibras produzidas por electrospinning
  • têxteis inteligentes;
  • engenharia de tecidos e malhas;
  • funcionalização de materiais têxteis para aplicações biomédicas;
  • co-design e design modular;
  • materiais foto/eletrocatalíticos;
  • tecnologias de tratamento de água e águas residuais, incluindo processos de oxidação avançados e wetlands;
  • valorização de resíduos sólidos;
  • reutilização de água;
  • reciclabilidade, biodegradabilidade e compostabilidade de produtos papeleiros, nomeadamente papéis castanhos de embalagem.
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Os projetos de investigação da unidade FibEnTech visam a melhoria e inovação dos sectores do têxtil e vestuário, da celulose e do papel, bem como a gestão de água e águas residuais. Em particular, a unidade está focada:

  • no desenvolvimento de abordagens sinérgicas para a utilização e melhoramento de diferentes biopolímeros, para avaliar o potencial de agentes bioactivos naturais para a funcionalização de superfícies, bem como para a produção de novos biomateriais baseados em nanofibras concebidas por electrospinning;
  • no desenvolvimento de processos rentáveis para a produção de produtos químicos/energia/polímeros a partir de materiais lignocelulósicos, incluindo resíduos florestais e agrícolas e subprodutos industriais correspondentes;
  • na produção de compósitos funcionais avançados baseados em biopolímeros, para permitir a substituição de compósitos à base de petróleo;
  • na incorporação de características específicas nos polímeros naturais (cadeia não alimentar) através de métodos bioquímicos e/ou físicos, combinando métodos de processamento adequados e conhecimentos em química de superfícies, encapsulamento e modelização, a fim de conceber materiais com funcionalidades avançadas de valor percetível na saúde, embalagem, eletrónica de papel de baixo custo, etc.;
  • na otimização das propriedades de desempenho de materiais clássicos e/ou de materiais avançados para aplicações clássicas ou novas, nomeadamente na área da saúde e do bem-estar, considerando a melhoria do aspeto estético e de design no que respeita à influência da tecnologia, avaliando a correlação entre características estruturais (incluindo matérias-primas) e propriedades de utilização final e a funcionalização por processos de acabamento e revestimento e tratamento por plasma;
  • no desenvolvimento de estratégias de customização em massa para empresas têxteis e de vestuário mais competitivas através da produção personalizada, considerando o co-design empresa-cliente, o design modular de produtos, produtos virtuais, etc.;
  • no desenvolvimento de um laboratório de ponta dedicado à conceção de vestuário inteligente capaz de interagir de forma eficiente e fiável com o utilizador através de sensores eletrónicos embebidos, atuadores e interfaces em diversos tipos de contextos;
  • na divulgação de soluções ambientalmente compatíveis com os problemas causados pela atividade humana, tendo em vista a possível reutilização dos efluentes tratados e a valorização dos subprodutos do tratamento e outros resíduos;
  • na integração de processos biológicos com oxidação eletroquímica avançada, ozonólise, fotocatálise e filtração por membranas, para aumentar a biodegradabilidade ou como tratamento de polimento, para remediar e valorizar águas residuais (domésticas, industriais, lixiviados de aterros e águas pluviais), para contribuir para a proteção do ambiente, promovendo a utilização de tecnologias limpas e/ou de produtos não poluentes;
  • na preparação de novos nanomateriais, baseados em óxidos de perovskite, para serem utilizados em aplicações foto/electrocatalíticas.
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A unidade tem apoio financeiro por parte da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), IP/MCTES, através de fundos nacionais (PIDDAC). Este financiamento é determinante para o desenvolvimento das atividades de investigação e inovação. Para além deste financiamento, a unidade FibEnTech conta ainda com financiamentos provenientes dos vários projetos de investigação científica e tecnológica em que está envolvida.

A forte ligação da FibEnTech ao tecido empresarial, nos setores da celulose e do papel, do têxtil, e das tecnologias ambientais, permite perceber e contribuir com estes parceiros na resolução e mitigação de problemas que carecem de uma análise e abordagem aos níveis científico, tecnológico, e ambiental, que nem sempre se podem concretizar nas empresas. Esta contribuição corresponde de facto à ambição da equipa de investigadores que se sente motivada e determinada a colaborar na procura de soluções e inovações com aplicabilidade nos diversos setores industriais. Os agentes económicos com quem a FibEnTech tem parcerias têm aproveitado bem e de forma regular o conhecimento que aqui é produzido. O processo de transferência de conhecimento e tecnologia é quase sempre realizado através de projetos com ideias inovadoras que têm permitido responder às necessidades que vão sendo identificadas no terreno.

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Atualmente a unidade FibEnTech tem relevantes colaborações e parcerias nacionais que têm norteado o seu percurso nacional. Destacam-se as colaborações com as Universidades do Minho, do Porto, de Coimbra, de Aveiro, de Lisboa, e do Algarve, e com os Institutos Politécnicos de Bragança, de Viseu, de Castelo Branco, da Guarda, de Tomar e de Beja. Há uma intensão clara em alargar e estreitar estas colaborações e parcerias nacionais com outras Instituições de Ensino Superior Nacionais. Existem também colaborações e parcerias com outras instituições fora do Sistema Científico e Tecnológico Nacional, nomeadamente com o Instituto de Investigação da Floresta e do Papel (RAIZ) em Aveiro, com o Banco Português de Germoplasma Vegetal (INIAV) em Braga, e com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) em Lisboa.

No entanto, o percurso internacional da FibEnTech tem suporte em colaborações e parcerias com a Universidad de Santiago de Compostela, a Universidad Autonoma de Madrid e a Universidad Complutense de Madrid (Espanha), com o Grenoble INP-Pagora Engineering School e a Universidad de Lorraine (França), com a WroclawUniversity of Environmental and Life Sciences (Polónia), com a Aalto University(Finlândia), com a Université Constantine (Argélia), co a Université de Gabès(Tunísia), com a Universidade de São Paulo, as Universidades Federais de Goiás, Espírito Santo e de Santa Catarina, e com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Brasil).

Destaca-se ainda a Universitas Montium (UNITA) que é uma parceria entre a UBI, a Universidad de Zaragoza (Espanha), a Université de Pau et Des Pays de L’Adour e a Université Savoie Mont Blanc (França), a Università Degli Studi di Torino (Itália) e a Universitatea de Veste din Timisoara (Roménia). O início do consórcio teve lugar em novembro de 2020, após aprovação por parte da Comissão Europeia. Os elementos das 6 instituições que fazem assim parte desta “Universidade Europeia” apresentaram e discutiram ideias para o futuro comum nas áreas temáticas da herança cultural, das energias renováveis e da economia circular. A apresentação pública deste projeto já foi efetuada e envolve as 6 academias mencionadas, para aprofundar a cooperação entre as instituições, os seus estudantes e funcionários, partilhando recursos físicos, cursos, conhecimentos especializados, dados e infraestruturas.

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O fator determinante para se atingir um nível de investigação de excelência está fundamentalmente relacionado com a qualidade e competência dos recursos humanos instalados, com a produção científica realizada, e com a qualidade, condições laboratoriais e equipamentos científicos de investigação. Não menos importante, vários membros da FibEnTech contribuíram para o registo de patentes internacionais e patentes de invenção nacionais. Ao longo dos anos, tem sido possível equipar adequadamente laboratórios e outras infraestruturas que estão dedicadas à investigação, inovação e desenvolvimento científico. No entanto, é necessário procurar mecanismos que permitam adquirir novos equipamentos de ponta para se conseguir dar respostas em tempo útil. Em particular, aqui na região da Beira Interior, existem algumas carências identificadas na oferta de infraestruturas de investigação e desenvolvimento tecnológico para a prestação de serviços de investigação.

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A criação de ciclos de estudos de mestrado e de doutoramento na UBI aliado ao facto de existirem na FibEnTech vários projetos de investigação científica, financiados por várias entidades, tem facilitado a criação de oportunidades para os estudantes integrarem e desenvolverem trabalhos de investigação. No entanto, a sua integração na unidade é concretizada com o estatuto de colaboradores, através da atribuição de bolsas de investigação para licenciados ou para mestres, e também através da atribuição de bolsas de doutoramento e de pós-doutoramento.

A interioridade tem sido um handicap, no entanto, a atual conjuntura poderá vir a ser um argumento a favor, se possibilitar a contratação e a fixação de recursos humanos altamente qualificados nesta região da Beira Interior. Isso consegue-se investindo no interior em mais e melhores recursos humanos altamente qualificados.

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O facto de existir uma página web oficial da UBI na internet, que integra a página weboficial da FibEnTech, pode afirmar-se que existe uma porta aberta para o mundo, para o País e para a região. Sendo o contacto de proximidade muito relevante, a unidade realiza ações de divulgação e promoção com regularidade, como por exemplo artigos de divulgação, a NewsLetter, e o 1st International FibEnTech Congress 2021 transmitido online via YouTube, onde se apresentam os resultados sobre a investigação aqui produzida junto dos cidadãos e do mundo.

2º Congresso Internacional fibentech

Os materiais fibrosos e o ambiente: Desafios actuais
Universidade da Beira Interior,
Covilhã-Portugal
Dezembro de 2024

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capacitando o futuro aplicando a ciência